quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Armas Medievais

Carrobalista Romana
Na madrugada encontra-se coisas curiosas pela web. Ontem (ou melhor, hoje) me deparei com esse site de armas e armaduras medievais e da era antiga.
Tenho nem o que dizer. Só posso declarar que eu quero. E muito!
Guilda dos armoreiros:
O pessoal da guilda dedica-se a pesquisar e replicar artefatos da era medieval, como armas e armaduras.
Se metem em coisas como a construção de uma Trebuchet:
Na Loja, estão à venda essas preciosidades que me deixaram embasbacado com a qualidade e o nível de detalhes:

Balista Romana Articulada

Onagro Carolíngio e seus detalhes:








Olha esse jogo de xadrez:




terça-feira, 15 de julho de 2008

auto enganação

Não consigo fingir que sou otimista por muito tempo, sempre e infalivel, o meu verdadeiro "eu" se manifesta, deixando um rastro de tristeza e tudo o que sobra é uma agradavel lembrança dos dias em que Luiz Fernando Costa Ataide(MedaL) tentou ser apenas um cara normal.

estou de volta meus amigos :)
aqui vai um belo poema!





Estátua falsa
por Mário de Sá-Carneiro


Só de ouro falso os meus olhos se douram;
Sou esfinge sem mistério no poente.
A tristeza das coisas que não foram
Na minh'alma desceu veladamente.

Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,
Gomos de luz em treva se misturam.
As sombras que eu dimano não perduram,
Como Ontem, para mim, Hoje é distância.

Já não estremeço em face do segredo;
Nada me aloira já, nada me aterra:
A vida corre sobre mim em guerra,
E nem sequer um arrepio de medo!

Sou estrela ébria que perdeu os céus,
Sereia louca que deixou o mar;
Sou templo prestes a ruir sem deus,
Estátua falsa ainda erguida ao ar...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Esperma celeste


É claro que o menino tinha poder absoluto sobre seu mundo branco. Ele o criou para isso mesmo: para exercer poder absoluto. A grande verdade é que o menino tem a genitália desenvolvida e precisa demasiadamente de escapamentos para seus megatons de complexos sexuais. Vê-se aí a finalidade de seu mundo em branco: ele sentiu a ereção preencher sua cueca ao jogar sujeira no alvo véu. Fez o mundo existente em cima do branco-vácuo-imaculado a partir de merda marrom, secretando seus corrimentos de excitação.

Depois disso pintou formas conscientes para brincar. Imaginou maneiras novas de satisfação: inventou um complexo corpo de carne, com tecidos frágeis e sangráveis. Concebeu a dor e mais que isso — inventou maneiras requintadas de ferver e mutilar sua criação.

Depois de algum tempo de deleite, incitou entre suas marionetes uns ideais contraditórios, os separando por extensões de terras invadíveis. Então se debruçou como ave predatória por sobre a carniça da matança que lhe subiu pelas narinas como aroma agradável.

Num certo dia, foi tamanha a excitação que ele se esvaiu em gozos descontrolados, ejaculando por sobre a Terra sua infinita tonelada de existência. Aos sustos, conseguiu salvar por pouco uns exemplares de seus brinquedos, dando uns tapas na cabeça dum tal Noé para que ele fugisse da branca pureza divina. Mais tarde nomeou o acontecimento de "dilúvio" e afirmou que fora proposital.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Nao é bom tocar nos ídolos, o dourado pode sair em nossas mãos.

Flaubert
Madame Bovary

quinta-feira, 13 de março de 2008

autobiografia

"Ouço bob marley
enquanto leio poemas niilistas
e acho uma mulher virgem a coisa mais perfeita do mundo
é a mesma coisa
de você ir num jardim *shibumi
e estraçalhar ele”

by MedaL




*shibumi é um conceito oriental que indica a idealização ou definição de algo quase perfeito ou perfeito.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Cyanide em video!




Dia a Dia

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Quantas vezes por dia
vc se identifica com esse poema?
medal.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Especial Jeff Dunham








Charlie o Unicórnio